O James Webb Confirma: Astronomia Testemunha a Mais Longa e Energética Explosão Cósmica da História
- multiversobycassi

- 10 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Em um evento sem precedentes, astrônomos detectaram a GRB 250702B, uma explosão cósmica de duração recorde e energia colossal, cujas observações detalhadas pelo James Webb apontam para causas ainda desconhecidas em uma galáxia excepcionalmente massiva.

Na madrugada de 2 de julho de 2025, o Telescópio Espacial Fermi Gamma-ray da NASA capturou um evento que redefiniu os limites da violência cósmica. O fenômeno, batizado de GRB 250702B, não apenas emitiu um brilho excepcionalmente intenso, mas permaneceu ativo por um dia inteiro, tornando-se oficialmente a explosão de raios gama (GRB) mais longa e energética já registrada. A confirmação e a análise aprofundada deste evento sem precedentes vieram do supertelescópio espacial James Webb (JWST), que conseguiu medir sua distância e potência com precisão.
As explosões de raios gama são, por definição, os eventos mais violentos conhecidos no Universo. Elas liberam, em questão de segundos ou minutos, uma quantidade de energia capaz de ofuscar galáxias inteiras. Normalmente, estão associadas ao colapso final de estrelas maciças, que se transformam em buracos negros, ou à fusão cataclísmica de objetos compactos, como estrelas de nêutrons.
O Fenômeno Inédito que Desafiou os Modelos - James Webb
O GRB 250702B, no entanto, quebrou todos os paradigmas estabelecidos. Sua característica mais desconcertante foi a emissão de múltiplos pulsos de radiação ao longo de um período prolongado. Segundo os pesquisadores, essa particularidade é inédita: “Explosões cósmicas normais só acontecem uma vez — não se pode explodir uma estrela duas vezes”, destacaram os cientistas no artigo que detalha a descoberta.
Para desvendar a natureza e a escala do GRB 250702B, a equipe científica recorreu à capacidade infravermelha do James Webb. As observações do JWST permitiram medir com precisão a distância da explosão e, consequentemente, calcular sua verdadeira magnitude. O resultado foi surpreendente: a explosão liberou uma energia equivalente a aproximadamente $2.2 \times 10^{54}$ ergs, consolidando-o entre os eventos mais luminosos de todos os tempos.
Uma Galáxia Hospedeira Anormal
Outro elemento de mistério reside no ambiente em que a explosão ocorreu. As GRBs são tipicamente encontradas em galáxias pequenas, jovens e com baixa concentração de elementos pesados. Surpreendentemente, a galáxia hospedeira do GRB 250702B é descrita como extremamente grande, massiva e rica em poeira.
Os autores do estudo sugerem que essa localização incomum é um fator crucial. A identificação de uma GRB tão exótica em um ambiente tão atípico levanta a possibilidade de que o ambiente circundante tenha desempenhado um papel fundamental no "canal progenitor" que criou a explosão.
Hipóteses e o Futuro da Astronomia
Os astrônomos também procuraram a assinatura de uma supernova associada ao evento, o que geralmente acompanha as GRBs longas. Embora nenhuma supernova brilhante tenha sido detectada, os pesquisadores admitem que uma versão mais fraca possa estar obscurecida pela densa poeira da galáxia.
As possíveis explicações para a natureza prolongada e a energia extrema do GRB 250702B se concentram em duas hipóteses principais, ambas desafiadoras para a ciência moderna:
Colapso Estelar Excepcionalmente Incomum: Uma estrela massiva que colapsou de uma maneira nunca antes vista.
Destruição por Buraco Negro: A destruição de uma estrela menor por um buraco negro supermassivo em um processo anômalo.
O que é inegável, é que as observações do James Webb — confirmando a natureza e a distância extrema do GRB 250702B — estão forçando a comunidade científica a reavaliar os "modelos canônicos" de colapso estelar e de explosões de raios gama. A cada nova observação extrema, o JWST não só testemunha o Universo em sua forma mais violenta, mas também abre novas e complexas perguntas sobre como as estrelas mais maciças da história cósmica chegam ao seu fim.
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